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domingo, 20 de setembro de 2009

VAN GOGH - POA EM CENA

Van Gogh só no gogó: texto, texto, texto. Uma encenação às escuras, sem nenhum realce, que não acrescenta nada. Cenário pobre como aqueles das peças de baixo custo feitas no DAD. O ator, Fernando Dianesi, enfrenta um tour de force e percebe-se que teria as forças necessárias para alcar voô, mas não decola nunca. Se fossemos (tem acento ou não tem? se tiver coloquem com a imaginação, pois ainda estou re-aprendendo o Português pós reforma.) desenhar o um gráfico representando a peça, perceberíamos que o ator traça sucessivas ondas sempre da mesma amplitude dramática. Começa de leve e vai subindo até um acesso de raiva ou de loucura. Depois recomeça tudo outra vez. Como a direção não instiga, não propõe nada além das nuanças e inflexões do texto, pouco acontece e a platéia apenas vislumbra a sombra da loucura de Van Gogh, e passa ao largo do profundo desespero e angústia de viver que o pintor manifestava através de cartas enviadas ao seu irmão Theo, que era o seu grande e fiel patrocinador. Ficamos apenas na reflexão intelectual.
Outra coisa: só porque a peça é em espanhol é dispensado o uso da projeção de legendas. Quando o ator fala "silla roja", por exemplo, no mínimo um terço da platéia não sabe do que se trata. Daí, a peça fica toda entrecortada por palavras que, percebe-se, parte do público não compreende. Distancia o espectador do espetáculo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

E LÁ SE VAI MAIS UM PORTO VERÃO



Iniciado em 07 de janeiro, encerrou bem no finzinho de fevereiro, mais uma edição do Porto Verão Alegre, a nona edição desta engenhosa idéia do trio Rogério Beretta, Flávio Bicca e Zé Victor Castiel, que enxergaram uma modificação dos hábitos de verão dos portoalegrenses e vislumbraram um nicho de público para o teatro nos meses de janeiro e fevereiro. Assim, esta é a nona edição do evento que organiza e coordena uma mega programação cada vez mais inchada e recheada de trabalhos, no mínimo, de gosto duvidoso. Se por um lado, foi uma sacada genial que, inegavelmente, contribui com a movimentação teatral no período de verão, por outro podemos nos perguntar se a extensa programação não compromete a eficácia da ação.Convenhamos que 0 público tem dar sorte para encontrar, no meio de tanta coisa ruim, as poucas boas atrações da programação. Ou então, ele, o público, é um pouquinho mais informado e compra ingressos daqueles espetáculos que ele, o público, mais conhece e/ou ouviu falar. Corre-se o risco de assitir algo que faça o vivente nunca mais querer pisar num teatro ou, por outra, nunca assistir nada diferente do que os "grandes sucessos".Talvez, a contribuição fosse maior, se o Porto Verão Alegre se concentrasse mais na qualidade e menos na quantidade.
M.F.