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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

BATENDO NA MESMA TECLA

Faltam 130 dias pra fechar o prazo de dois anos e o que está fazendo a Secretaria de Estado da Cultura? E todo aquele discurso? Era apenas um belo discurso? E a circulação dos bens culturais? Acham que é muito a garantia da permanência do Centro Cenotécnico do Estado? Devíamos estar falando sobre os investimentos no Centro Cenotécnico. Porto Alegre é uma das únicas cidades que não souberam preservar a sua estação ferroviária. É vergonhoso pensar em derrubar aquele prédio que deveria estar sendo tombado e restaurado na sua arquitetura original. Lamento pensar que sim, trata-se somente de mais um belo discurso, quase acreditei nele. Na verdade, fiz força para acreditar nele. O SATED atuou muito bem, mas ficou na exigência da manutenção do prédio ou na troca por outro lugar. Eu peço a restauração da Estação Rodoviária, como existe em Caxias do Sul, em São Leopoldo, em Canela e em tantas outras cidades que aos poucos foram, em outros tempos, conquistando suas estações de trem, e nos tempos atuais transformando as gares em centros culturais. No nosso caso além da criação deste novo centro cultural numa área culturalmente carente, teríamos um centro cenotécnico aparelhado com recursos materiais e humanos para atender a demanda dos grupos e produtores de espetáculos e capaz de gerenciar a reciclagem dos materiais ali abrigados. 
Vou continuar esperando. Pelo menos até completar dois anos. Daí, eu volto e rasgo esta página e as anteriores, ou ratifico meu pensamento atual sobre a gestão do secretário Assis Brasil à frente da Secretaria de Estado da Cultura.  

quinta-feira, 22 de março de 2012

QUATROCENTOS E POUCOS DIAS DEPOIS

Quatrocentos e trinta e seis dias. Este é tempo exato que coloquei aqui no blog minha última postagem. Pois, quatrocentos e tantos dias depois, faço a pergunta que não quer calar: o secretário Assis Brasil, disse a que veio? Quais os projetos da secretaria para o setor que eu chamo de microcultura? Que ações vão sair do papel e das boas intenções? 
Achei muito bonito seu discurso para a Zero Hora. Agora, creio, está mais do que na hora de abandonar a habilidade de falar bem, e partir para a concretização de projetos e ideias levantadas durante todo este tempo. Tempão, na verdade. 
Desculpe, mas estou cansado da inoperância dos setores culturais do estado que vem se alastrando através dos anos. Desde o Secretário Apel, do PMDB (partido que considero fisiológico e pelo qual não tenho particular apreço), que a Secretaria de Estado da Cultura poderia ter fechado suas portas, como de fato foi cogitado no governo Yeda, que aliás teve uma atuação pra lá de desastrada na área cultura, ao escolher Mônica Leal como secretária da pasta.
Todos os artistas de todas as áreas sabem do que estou falando: foi um tremendo fiasco. Fiasco, do qual, o senhor tem todas possibilidades de passar distante e fazer de sua passagem pela secretaria da cultura um exemplo de administração.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

E NA CULTURA, NÃO VAI NADA?

No dia 3 de janeiro o jornal Zero Hora publicou um texto do novo Secretário de Estado da Cultura, o emérito escritor Luiz Antonio Assis Brasil. Em sua pequena resenha ele compara a cultura com "um peixe na água translúcida, que devemos pescar com as mãos nuas", e mostra, num discurso tão empolado, quanto conectado ao linguajar pós-moderno, que pretende pensar:
...numa tríade operativa: a estética (consubstanciada no reconhecimento e na preservação dos elementos simbólicos, expressos nas chamadas belas-artes, mas também nas manifestações espontâneas das comunidades), a cidadã (em que o Estado  a reconhece como direito de todos, transformando-se em agente estimulador da mais ampla circulação destes bens) e a econômica (na qual o agente público estabelecerá condições para que a cultura resulte na utilização desses itens para gerar emprego e renda).
O homem demonstra que entende do riscado, como ele mesmo diz "com uma mentalidade estritamente contemporânea, que é ampla e dialógica". Gostei do discurso do ilustre Assis Brasil. Senti firmeza.
Mas, no dia seguinte ele conseguiu estragar tudo. A mesma Zero Hora publicou uma matéria sobre sua posse à frente da Secretaria. A matéria tem o seguinte subtítulo: Secretário assume e promete diálogo. De minha parte sempre pensei que o diálogo fosse obrigatório. Inerente.
Segundo a matéria, Assis Brasil disse, em seu discurso de posse, que ele e sua equipe pretendem dialogar com o setor cultural, ouvir os expoentes da área para mapear as necessidades do mundo cultural do estado: "Será o primeiro passo para construir um plano estadual de cultura".
Ora, secretário, como o Sr. coaduna um discurso tão pós-moderno com um papo furado tão velho quanto a proclamação da república? Todos os secretários querem dialogar. Todos querem conhecer os problemas da cultura. Como assim? Para ser secretário não seria uma condição  sine qua non que o sujeito já conhecesse os problemas de sua área? Para ser secretário será que o ocupante do cargo já não deveria ter um plano para o setor que vai assumir? Ora, secretário Assis Brasil, me desculpe, mas fazer levantamento de problemas ninguém aguenta mais. 
Na minha opinião, até prova em contrário, o novo secretário é tão distante da cultura quanto um peixe que nada, seja na água translúcida ou não. É um homem que sempre foi ligado ao chamado setor do livro. Tal como o secretário municipal da cultura Sergius Gonzaga, que só vislumbrou que havia uma cultura além do livro quando assumiu o cargo na prefeitura de Porto Alegre, e aí sim, percebeu, como diz Assis Brasil, que "a cultura é múltipla e está em contínuo processo". 
De qualquer maneira é bem melhor ter um intelectual como Assis Brasil dirigindo a cultura do estado, do que alguém vazio e sem conteúdo como a ex Mônica Leal. Se o Assis Brasil perder pra Mônica, vai ganhar de quem?