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segunda-feira, 5 de maio de 2008

UM POUCO DE POLÍTICA

Em vez de desmentidos oficiais,
O Governo Federal
Passará a divulgar
Rementidos acidentais.

UM POUCO DE POESIA

SÃO 19 HORAS E 16 MINUTOS.
OS SEGUNDOS, NÃO OLHEI
PORQUE NÃO ADIANTA MESMO.
ELES VÃO PASSANDO.
UNS ATRÁS DOS OUTROS,
DESCONTANDO O MEU TEMPO.
m.f.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

PESADA LIÇÃO DE VIDA

Existem determinadas pessoas que nos fariam um enorme favor se ficassem longe da gente. Pessoas que se infiltram em nosso meio para causar dores e prejuízos não precisavam sequer existir. Ou então deveriam nascer baratas. Vermes.
Em agosto de 2004 o Depósito de Teatro, acreditando estar dando um passo em direção a profissionalização dos seus integrantes, chamou uma produtora executiva para tocar a produção do espetáculo "QURIOZAS QOMÉDIAS" que havia conquistado o financiamento do Fumproarte e permitia esta extravagância. Logo em seguida fomos classificados em outros editais e passamos a direção de produção para esta mesma moça que trabalhou no Depósito até o dia 11 de julho de 2006 quando declarou ter desviado uma quantia de aproximadamente 30.000 reais da conta bancária da Associação, sendo que esta soma era o total de vários golpes nos quais o dinheiro era surrupiado de várias formas diferentes e durante todo tempo em que ela trabalhou com a gente. Fomos vítima de estelionato.
Procuramos imediatamente um advogado e no dia 28 de julho de 2006 comparecemos na Terceira Delegacia de Polícia para apresentar queixa crime contra nossa produtora.
Para que se possa compreender a extensão do golpe, a profundidade do problema causado pela ação desta moça desqualificada, basta dizer que ainda hoje, passados mais de 20 meses, ainda estamos nos refazendo dos reflexos financeiros que este "irrisório" roubo de 30.000 reais causou nas finanças do grupo.
Pois, esta semana recebemos com júbilo a notícia que a ré, L.A.P.G. foi condenada a um ano e quatro meses de trabalho social para alguma causa comunitária que será determinada pela Justiça, e a partir de agora deixa de ser ré primária podendo pegar uma cana dura caso venha a cometer o mesmo ou outro delito que venha lesar algum outro incauto.
Tivemos que conviver com o rombo, com suas causas e com nossas omissões, ainda estamos costurando os buracos deixados em nossa confiança irrestrita nos seres humanos e, acima de tudo, estamos ainda tentando aprender a lição que nos trouxe semelhante acontecimento. Esperamos que a referida estelionatária tente aprender também a lição durante sua pena. Se não aprender com esta, vai, com certeza, aprender com a próxima.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

SÓ PRA CONSTAR

Por prazer, por brincadeira e por exercício intelectual tenho escrito comentários sobre peças, filmes e livros e coisas que tenho assistido, pequenas críticas, porque não chamar propriamente pelo nome?, com o intuito de treinar minha capacidade de colocar no papel de forma, clara, objetiva e subjetiva, minhas impressões sensoriais e intelectuais sobre a obra em questão.
Como tenho vários amigos no meio teatral, dedici publicar minhas críticas num blog e, como nenhuma delas é escrita com o objetivo de ferir, magoar, destruir, desacatar, ofender e mais toda uma lista de verbos com conotação negativa que alguém possa querer enxergar, tomo a liberdade de informar para alguém mais chegado meu e relacionado com a equipe do trabalho em foco, o endereço do blog e também, que escrevi um texto sobre o assunto.
Minha proposta é induzir a reflexão e a discussão do trabalho que estamos realizando hoje, aqui em Porto Alegre, porque acho que pouquíssimo exercitamos esse hábito salutar de trocar impressões sinceras sobre aquilo que se vê com as pessoas que estão diretamente relacionadas com a criação e apresentação da obra. Mesmo quando escrevo de forma mais contundente e taxativa, sei que minha opinião não é a expressão da verdade e não pretendo, mais do que qualquer outro escritor, converter o leitor à minha opinião. Não tenho a intenção de invalidar, tampouco de perder amigos. Lanço um olhar crítico sobre o que assisto, escrevo sobre isso e proponho um debate sobre peças, textos, espetáculos, propostas, enfim, sobre teatro em particular e sobre a vida de uma forma geral.
O blog está sendo divulgado principalmente no meio teatral porque, embora capacitado para discorrer em outras áreas, como pode ser observado no meu perfil, tenho escrito mais sobre teatro, esta encantadora e efêmera, e tão aviltada, arte.
Para finalizar gostaria de encorajar os possíveis leitores destas críticas para que enviem seus comentários.
Modesto Fortuna.


domingo, 26 de agosto de 2007

PEQUENAS REFLEXÕES QUE ACOMPANHAM A PESSOA


Este na foto é meu grande amigo Roberto Oliveira. É ator e diretor de teatro, embora não acredite que faça bem nenhuma das duas coisas. No máximo, engana. Prefiro omitir meus comentários para não magoar o amigo. Roberto tem 53 anos e chega nesta idade com tremendas reflexões pesando, incomodando, perturbando sua cabeça. São dúvidas terríveis à respeito do passado, do presente e do futuro. Sente como se os 50 anos fossem um divisor de águas, a descida da serra da vida, lomba abaixo na velocidade vertiginosa dos tempos pósmodernos. Tenta agarrar-se à vida e aproveitar o mais que pode, mas percebe que a vida lhe escapa por entre os minutos perdidos e então tenta inutilmente recontar os minutos perdidos, o tempo perdido, detectar as escolhas erradas, contabilizar os fracassos do percurso e chegar a aniquiladora sensação de ter feito mais de 90% das suas escolhas erradas. A demolidora certeza de ter fracassado. Afirmou para mim, que acha-se um artista medíocre e medroso e que, em diversos momentos, deparou-se com a barreira concreta dos seus limites intransponíveis, fracassando na missão auto-imposta de construir uma obra perene, quando lida com uma arte absurdamente efêmera. Fico pensando, cá com meus modestos botões: uma pessoa que pensa assim, vai continuar pensando assim pelo resto da vida, e então, daqui há, digamos, 10 anos, estará pensando se não errou nas escolhas que fez durante estes 10 anos. Ou, pior, pensando nas escolhas que está fazendo agora, e errando, sem saber o que é certo e o que é errado. Levado por uma profissão que lhe encantou desde a primeira vez que representou, mas que, até o presente momento, deve responder diariamente porque é necessário continuar, acreditar. E sempre a dúvida. E em todos os tempos, condenado. É possível. É bem possível. Mas são apenas reflexões de um amigo que durante toda a sua vida foi levado impulsivamente a fazer suas escolhas. Com as mulheres, todas, acertou sempre em cheio. Com o teatro, com a profissão, ele não tem tanta certeza. Apenas pequenas reflexões que acompanham este senhor.