
quinta-feira, 14 de maio de 2009
ÉDIPO - UMA AULA DE TRAGÉDIA

CONSIDERAÇÕES EM DIA DE GRIPE

Isto posto, quero mesmo fazer dois comentários.
M.F.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
A CRÍTICA DA CRÍTICA

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
ENTREVISTA COM O DIRETOR ROBERTO OLIVEIRA
Meu amigo, Roberto Oliveira, ator, diretor e chorão de plantão concedeu uma entrevista para o Blog Caco, editado por Renato Mendonça, editor de teatro do caderno de variedades da Zero Hora. Abaixo a entrevista na íntegra. Boa leitura a todos. Os comentários são válidos e esperados. A foto é da belíssima fotógrafa de ZH, Dulce Helfer. (Ass.: Modesto Fortuna)Abraço e obrigado
O Depósito de Teatro andou meio sumido, mas está voltando com força total: no dia 29 de março, vai liderar novamente a Farra do Teatro; além disso, a partir de abril, o Depósito promove a Oficina de Montagem – Nível Avançado, para atores já com experiência (detalhes para as duas atividades em www.depositodeteatro.com.br).
No dia 11 de abril, estréia no Renascença mais uma montagem do grupo, o espetáculo infantil O que seria do Vermelho se não fosse o Azul, com texto e direção de Roberto Oliveira.
CACO - É com Roberto, líder do Depósito, que o Caco conversou, não sem antes cumprimentá-lo com atraso pelo prêmio de melhor ator que ele recebeu pelos filmes "Ainda Orangotangos" e "Cão Sem Dono", durante o 12º Festival de Lima – Encuentro Latino de Cine (luxo: entre os jurados, Mario Vargas Llosa e Maria de Medeiros), em agosto do ano passado.
ROBERTO – UMA TOTAL E FELIZ SURPRESA. EU ESTAVA EM BELO HORIZONTE PARTICIPANDO DAS FILMAGENS DE UM LONGA: GAIO FILHO, DIRIGIDO POR TIAGO MATA MACHADO. DEI SORTE PORQUE DOIS FILMES EM QUE EU ATUEI ESTAVAM DISPUTANDO NO MESMO FESTIVAL: CÃO SEM DONO E AO. PESSOAS LIGADAS AO AINDA ORANGOTANGOS ESTAVAM LÁ E TROUXERAM MEU TROFÉU.
CACO – Em 2008 e parte de 2007, o Depósito perdeu sua sede e enfrentou graves problemas financeiros. Por quê? O que aconteceu?
ROBERTO - QUANDO NOS MUDAMOS DA BENJAMIN PARA A CÂNCIO GOMES, SABÍAMOS O RISCO QUE ESTÁVAMOS CORRENDO. NOS PREPARAMOS PARA SUPORTAR SEIS MESES DE TOTAL ARROCHO E APRESENTAMOS AO PREFEITO JOSÉ FOGAÇA O PROEJTO ENTORNO SOLIDÁRIO, UM PROJETO DE CUNHO ABSURDAMENTE SOCIAL. VOCE PODE VER NO LINK ABAIXO COMO O PROJETO FOI RECEBIDO.
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/cs/default.php?reg=64414&p_secao=3&di=2006-06-30
DEPOIS DE UMA LONGA INDEFINIÇÃO DO NOSSO PREFEITO JOSÉ FOGAÇA EM DESTINAR RECURSOS DO PIEC (PROGRAMA INTEGRADO ENTRADA DA CIDADE) PARA O PROJETO ENTORNO SOLIDÁRIO, PROJETO ESTE QUE PRETENDIA REVITALIZAR O ENTORNO E ATACAR DE FRENTE PROBLEMAS EXISTENTES NAQUELA REGIÃO, QUE VÃO DESDE ANALFABETISMO ATÉ PROSTITUIÇÃO INFANTIL. INFELIZMENTE, A PREFEITURA ATUA COM UMA MOROSIDADE DE TARTARUGA NA ÁREA CULTURAL. O PIEC RECEBE DINHEIRO DO BID E DEVE DESTINAR RECURSOS PARA PROJETOS NA ÁREA DA INCLUSÃO CULTURAL, QUE ERA EXATAMENTE O QUE PRETENDÍAMOS FAZER. INOPERÂNCIA? ENGANAÇÃO? ESTAGNAÇÃO? O PREFEITO FOGAÇA ARRUMOU UMA PEDAÇO DE UMA COISA DANDO UM TERRENO PARA UMA DISTANTE FUTURA SEDE DO ÓI NÓIS, E ESTRAGOU COMPLETAMENTE OUTRA SEMENTE QUE PODIA FLORESCER LÁ NO QUARTO DISTRITO.
IMPUTAMOS TAMBÉM RESPONSABILIDADE DIRETA PELO FECHAMENTO DA SEDE A FUNARTE, NA PESSOA DE SEU OMISSO E AUTORITÁRIO EX-PRESIDENTE SR. CELSO FRATESCHI. IRONICAMENTE A ENTIDADE QUE TEM POR OBRIGAÇÃO FOMENTAR A FORMAÇÃO E MANUTENÇÃO DE GRUPOS DE TEATRO, DECRETOU O ENCERRAMENTO DO DEPÓSITO DE TEATRO AO TOMAR INJUSTAS, ARBITRÁRIAS E DESCABIDAS MEDIDAS PUNITIVAS QUE ESTÃO SENDO CONTESTADAS NA JUSTIÇA.
DEPOIS DE DEZ ANOS DE TOTAL RESISTÊNCIA FOMOS FORÇADOS A FECHAR NOSSAS PORTAS, POIS DEIXÁRAMOS APENAS DE NÃO RECEBER PELO QUE FAZÍAMOS E PASSAMOS A PAGAR PARA FAZER. ANTES QUE PESADAS DÍVIDAS RECAÍSSEM SOBRE OS MEMBROS DO GRUPO QUE AINDA NÃO HAVIAM ABANDONADO O BARCO DECIMOS PELA ENTREGA DOS IMÓVEIS QUE ALUGÁVAMOS.
CACO - O Depósito estava conduzindo um projeto de integração com a comunidade carente do entorno da sede da Câncio Gomes. O que ficou desse projeto? Faltou apoio?
ROBERTO - SIM, FALTOU APOIO. DO ESTADO, DA PREFEITURA, DA IMPRENSA E, PRINCIPALMENTE DO EMPRESARIADO TACANHO. A CULTURA GAÚCHA ESTÁ ATIRADA AS TRAÇAS. ALÉM DO CARNAVAL E DO TRADICIONALISMO NÃO AVANÇAMOS UM MILÍMETRO NO ORÇAMENTO DE NENHUM GOVERNO, SEJA DA ESQUERDA, SEJA DE DIREITA. VIDE A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA. O EMPRESARIADO CONTINUA COM AS FIRMES VISEIRAS DO CAPITAL AFERROLHADAS AOS OLHOS. ESTÃO TÃO ALHEIOS DA CULTURA LOCAL QUE NÃO CONSEGUEM ENXERGAR AS POSSIBILIDADES DE LUCRO INSTITUCIONAL E O POTENCIAL DE TRANSFORMAÇÃO QUE O NOSSO PROJETO PRETENDIA APLICAR NA REGIÃO. PROCURAMOS TODAS AS EMPRESAS DO ENTORNO: FERRAMENTAS GERAIS, GERDAU, MERCEDES BENZ, VONPAR, TOYOTA, PEPSICO, DMAE, ESAB, PÉGASUS, TURBO MOTO, SINOSSERRA E ATÉ MESMO A CGTEE, QUE ESTEVE ENVOLVIDA EM FALCATRUAS FINACEIRAS MAS NÃO APLICAVA UM TOSTÃO NA CULTURA LOCAL, TODAS DISSERAM NÃO. NOS INSTALAMOS NUMA ZONA CONFLAGRADA DA CIDADE COM UM MARAVILHOSO PROJETO DE TRANSFORMAR A CARA E A ALMA DO ENTORNO, MAS NOSSA IDÉIA CAIU NO VAZIO, NUM VÁCUO PARA ONDE VÃO TODAS AS PEÇAS, TODAS AS MÚSICAS, TODAS AS PINTURAS, POEMAS, FOTOGRAFIAS, ESCULTURAS, ETC, QUE HABITAM ESTA ESTRANHA ILHA CHAMADA RIO GRANDE DO SUL.
CACO – 2008 foi sinônimo de discussão de espaços para os grupos de teatro e de dança e de falência da LIC. Que achas disso? Poderias propor o que seria prioridade em 2009? Qual tua posição sobre a Lei de Fomento aos Grupos, e que está tramitando na Câmara de Vereadores da Capital?
ROBERTO - A DISCUSSÃO SOBRE OS ESPAÇOS VAI GANHAR CADA VEZ MAIS TERRENO, POIS TODOS OS GRUPOS PERCEBEM QUE "TER" UM ESPAÇO FAZ UMA ENORME DIFERENÇA NOS RESULTADOS ARTÍSTICOS.
FAZ TEMPO QUE A LIC FALIU. DESDE O PRIMEIRO MOMENTO, QUANDO MOSTROU QUE ESTAVA ASSOCIADA APENAS AOS INTERESSES DA MACRO CULTURA, DOS SONEGADORES E FORMADORES DE CAIXA DOIS E QUE SUAS GENEROSAS VERBAS JAMAIS BENEFICIARIAM OS PROJETOS DA MICRO CULTURA. A LIC NÃO ATENDE AOS INTERESSES DA MAIORIA DOS FAZEDORES DE ARTE DO NOSSO ESTADO.
QUANTO AS PRIORIDADES AÍ VÃO:
PRIORIDADE MUNICIPAL = MAIS PULSO DO SECRETÁRIO DE CULTURA NAS QUESTÕES DE SUA ÁREA E MAIOR PESSOAL NA CAPTAÇÃO DE RECURSOS JUNTO A FAZENDA MUNCIPAL. APROVAÇÃO, REGULAMENTAÇÃO E EXECUÇÃO DA LEI DE FOMENTO PARA OS GRUPOS DE TEATRO E DANÇA QUE SE ENQUADRAM DENTRO DA PROPOSTA TORNADA PROJETO DE LEI QUE SE BASEIA INTEGRALMENTE NA LEI APROVADA EM SÃO PAULO. MAIS VERBAS E AUTONOMIA PARA O PROJETO USINA DAS ARTES. MAIS VERBAS PARA O PROJETO ARRUMANDO A CASA. MAIS VERBAS PARA O FUMPROARTE, QUE A CADA CONCURSO TEM QUE INVENTAR UMA REGRA NOVA PARA ELIMINAR MAIS CANDIDATOS. PARTICIPAÇÃO DA SECRETARIA NA CONSTRUÇÃO DA SEDE DO ÓI NÓIS, NO MÍNIMO PARA ABRIR PORTAS DE EMPRESÁRIOS IMPORTANTES. APOIO DIRETO E EFETIVO NA APROVAÇÃO DO PROJETO ENTORNO SOLIDÁRIO APRESENTADO PELO DEPÓSITO DE TEATRO, QUE ESTÁ PARADO EM ALGUMA GAVETA DA PREFEITURA MUNICIPAL, MAS COMO AINDA É O MESMO PREFEITO, NÃO DEVE SER DIFÍCIL DE ENCONTRA-LA. INTERVENÇÃO DIRETA NA QUESTÃO DOS GRUPOS QUE TRABALHAM NO HOSPITAL SÂO PEDRO.
PRIORIDADE ESTADUAL = DEPOR A GOVERNADORA E SUA SECRETÁRIA DA CULTURA PODERIA SOAR MUITO RADICAL, MAS É A PRIMEIRA COISA QUE ME OCORRE. A INÉRCIA QUE TOMOU CONTA DA SECRETÁRIA DE ESTADO DA CULTURA DESDE A METADE DO GOVERNO OLÍVIO ATÉ O PRESENTE MOMENTO SÓ DEMONSTRA DESCASO. É REFLEXO DA PRÓPRIA FALTA DE CULTURA OU DE VISÃO DA CULTURA QUE NOSSOS DIRIGENTES DA CULTURA ESTADUAL TÊM, OU MELHOR NÃO TÊM. ENQUANTO A CULTURA CONTINUAR SENDO A PASTA POBRE QUE DEVE SER ENTREGUE A UM AMIGO OU CORRELIGIONÁRIO OU NA BARGANHA DE CARGOS ENTRE PARTIDOS, CONTINUAREMOS VIVENDO NESTA MISÉRIA CULTURAL. ACHO QUE OS ARTISTAS TÊM QUE DECIDIR QUE SECRETARIA QUEREMOS. TEMOS QUE INVERTER O PROCESSO. NÃO DÁ MAIS PRA FICAR ESPERANDO. OU A SECRETARIA PRODUZ, CRIA E DESENVOLVE PROJETOS OU FECHA. OU VOLTA PARA A EDUCAÇÃO E SE ASSUME O RETROCESSO. ASSIM COMO ESTÁ É UMA PIADA. É O DESMANTELAMENTO DO APARELHO CULTURAL DO ESTADO.
CACO – Como está o Depósito agora? Além da montagem da peça infantil, outros planos?
ROBERTO - ESTAMOS EM FASE DE FISIOTERAPIA. PASSAMOS PELA PIOR FASE. SAÍMOS DA UTI. DEPRECIAÇÃO, INDIGNAÇÃO, SOLIDÃO, DESORIENTAÇÃO, E AGORA ESTAMOS NA FASE DA RECONSTRUÇÃO LENTA DO QUE SERÃO OS PRÓXIMOS DEZ ANOS. TOMARA, QUE TENHÁMOS APRENDIDO ALGUMA COISA COM ESTA PESADA LIÇÃO.
POR OUTRO LADO, ESTAMOS CHEIOS DE PLANOS, OU MELHOR DE PROJETOS. APRESENTAMOS DOIS PROJETOS PARA A FUNARTE, QUATRO PARA O FUMPROARTE. COM CERTEZA CONTRIBUIREMOS PARA TORNAR-LHES MAIS DIFICULTOSA A DECISÃO. TALVEZ ASSIM ELES PERCEBAM QUE O FUMPROARTE PRECISA DE MAIS DINHEIRO. COMO TU DISSESTE ESTAMOS PREPARANDO A FARRA DE TEATRO/2009 QUE PRETENDE SER UM ATO COMEMORATIVO AO DIA INTERNACIONAL DO TEATRO, ALÉM DE ENCERRAR A SEMANA DE PORTO ALEGRE E A EXPOSIÇÃO DOS 80 ANOS DA USINA DO GASÔMETRO. ESTAMOS LANÇANDO UMA COLEÇÃO DE POSTAIS COMEMORATIVOS AOS 10 ANOS DO NÚCLEO DE FORMAÇÃO DE ATORES DO DEPÓSITO DE TEATRO. ESTAMOS NOS INSTALANDO NA SALA 402 DA USINA DO GASÔMETRO, ABRIGADOS PELO PROJETO USINA DAS ARTES. PRETENDEMOS TRANSFORMAR NOSSA SALA NUM TEATRO DE BOLSO. ESTAMOS TRABALHANDO NA DIVULGAÇÃO DAS OFICINAS/2009. E VAMOS ESTREAR UM ESPETÁCULO INFANTIL CHAMADO O QUE SERIA DO VERMELHO DE NÃO FOSSE O AZUL EM ABRIL NO TEATRO RENASCENÇA.
CACO – O Depósito vai ocupar espaço na Usina do Gasômetro? Quais seriam os planos? A Bagasexta segue viva?
ROBERTO - SIM. ACABEI DE RESPONDER TUA PERGUNTA AÍ ACIMA. PARTICIPAMOS DO EDITAL DO PROJETO USINA DAS ARTES E FOMOS CONTEMPLADOS COM A SALA 402. UMA SALA TODA DE VIDRO, COM UM PÉ DIREITO BAIXÍSSIMO, MAS QUE VAI SER NOSSO ENDEREÇO POR ALGUM TEMPO. PRETENDO REALIZAR ALGUMAS EXPERIMENTAÇÕES TEATRAIS APROVEITANDO O PEQUENO ESPAÇO QUE A SALA OFERECE.
QUANTO A BAGASEXTA, AS COISAS SÃO MAIS DIFÍCEIS. ALÉM DE ESTARMOS OUTRA VEZ SEM UM LUGAR ADEQUADO PRA FAZER NOSSA FESTA PERFORMATICA, ESTAMOS DESFALCADOS DO JULINHO (ANDRADE) E DO MARCELO (AQUINO) QUE ESTÃO ATUANDO NO EIXO RIO/SÃO PAULO. O FUTURO DA BAGASEXTA É INCERTO. TALVEZ A GENTE FAÇA COMO O "TANGOS" E O "BAILEI", UMA VEZ POR ANO A GENTE REAPARECE E FAZ UMA GRANDE BAGASEXTA ANUAL.
CACO – Andaste fora dos palcos por um tempo, mas foste percebido em várias plateias. Como estás vendo a cena atual em Porto Alegre?
ROBERTO - COISAS DO WORD. FIQUEI HORAS DIGITANDO E PERDI AS TRÊS ÚLTIMAS RESPOSTAS. TENHO IDO MUITO AO TEATRO. EU ADORO TEATRO. QUANDO NÃO ESTOU FAZENDO ESTOU ASSISTINDO. SAIO DE CASA PREPARADO PRA GOSTAR DA PEÇA QUE VOU ASSISTIR. TORÇO PELO BOM TEATRO. A PEÇA COMEÇA E EU VIBRO COM AS PRIMEIRAS IDÉIAS, MAS E DEPOIS? AS COISAS QUE TENHAM VISTO SÃO MARAVILHOSAS TENTATIVAS DE ALGO QUE NÃO ACONTECE. NÃO CONSIGO FICAR EMPOLGADO COM AS COISAS QUE TENHO ASSISTIDO. NADA TEM OUSADIA. POUCAS PEÇAS TÊM TEATRO-ARTE. ASSIM COMO SOU ADEPTO DO FUTEBOL-ARTE, SOU ADEPTO DO TEATRO-ARTE. FORA OS SHEAKESPEARES E POUQUÍSSIMOS OUTROS TRABALHOS, A DRAMATURGIA É FRACA, TÍMIDA. UM CONTEÚDO INDEFINIDO RESULTA NUMA FORMA INDEFINIDA. ATUAÇÕES IMPRECISAS E DÉBEIS. DIREÇÕES CONFUSAS E MAL DESENHADAS. É CLARO QUE TEM (AINDA BEM, NÉ?) EXCEÇÕES. EU SEI QUE TRABALHAMOS COM A PRECARIEDADE, COM A FALTA TOTAL DE RECURSOS, MAS... TENHAM DÓ.
MAS TAMBÉM ACHO QUE ISTO É UM REFLEXO DA MANEIRA COMO A CULTURA É TRATADA. COMO ENCARAMOS AS QUESTÕES CULTURAIS. NA MINHA OPINIÃO, TUDO ESTÁ INTERLIGADO. NÃO CONSIGO PENSAR QUE TUDO ACONTECE ISOLADAMENTE. FECHAR AS PORTAS DO DEPÓSITO DE TEATRO ESTÁ INTERLIGADO A ATITUDE DE EXPULSAR OS GRUPOS DO HSP. A MANEIRA COMO A UFRGS TRATA A CULTURA, UTILIZANDO-SE DA LEI ROUANET PARA CAPTAR RECURSOS PARA PRESERVAÇÃO DE SEUS PRÉDIOS E MANTENDO A MINGUA O DEPARTAMENTO DE ARTE DRAMÁTICA ESTÁ INTIMAMENTE LIGADA A PASMACEIRA QUE DOMINA A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA QUE VEM PERMITINDO O DESMATELAMENTO DA PARCA ESTRUTURA CULTURAL DO ESTADO. TODOS ESTES PROBLEMAS E QUESTÕES SÃO FACES DIFERENTES DE UM MESMO UNIVERSO. PARA MIM OS RESULTADOS NA ÁREA ARTÍSTICA DEPENDEM DIRETA E INDIRETAMENTE DE BONS GESTORES E DE BONS RESULTADOS NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO CULTURAL.
CACO – Já foste premiado com o Açorianos de Melhor Ator por "O Ferreiro e a Morte" (1987) e por O Estranho Sr. Paulo (1996), com o Açorianos de Melhor Ator Coadjuvante, por "Decameron" (1993), e com o Tibicuera de Melhor Ator Coadjuvante, por "O Rei Nunca Riu" (1993).Mas tens frequentado sets de filmagem cada vez mais. Queres te dividir entre cinema e teatro? E qual a diferença entre a atuação no cinema e no teatro?
ROBERTO - SERIA MARAVILHOSO QUE TUA FRASE - "TENS FREQUENTADO SETS DE FILMAGEM" - FOSSE MESMO VERDADEIRA. APESAR DE TODOS OS PRÊMIOS CONSEGUIDOS NO TEATRO E APESAR DOS CINCO OU SEIS TROFÉUS QUE VIERAM DAS ATUAÇÕES NO CINEMA, AINDA ESPERO AQUELES CONVITES TODOS, EM QUANTIDADE, PARA QUE EU POSSA ME DIVIDIR ENTRE O TEATRO E O CINEMA COMO EU GOSTARIA. ACHO QUE O ATOR DEVE TESTAR SUAS CAPACIDADES INTERPRETATIVAS EM TODAS AS MÍDIAS POSSÍVEIS, PENA QUE AQUI NO ESTADO A GENTE NÃO POSSA REALMENTE EXPERIMENTAR-SE NA TELEVISÃO E NO CINEMA. SÃO POUCOS OS ATORES GAÚCHOS QUE CONSEGUEM ADQUIRIR UMA CERTA PRÁTICA E FAMILIARIDADE COM OS RECURSOS DA TV E DO CINEMA, BEM COMO DE SUAS DIFERENÇAS E PARTICULARIDADES.
CACO – Já ouvi falar que estavas te dedicando a escrever um livro. Procede? Que livro seria esse?
PROCEDE. ESTOU TENTANDO EDITAR UM LIVRO COM QUATRO PEÇAS INFANTIS QUE ESCREVI NOS ANOS 80 E 90. MAS O LIVRO A QUE TE REFERES TEM O TÍTULO PROVISÓRIO DE NO SMOKE - DIÁRIO DE UM (QUASE?) EX-FUMANTE, QUE, COMO O TÍTULO INDICA, CONTA NA FORMA DE UM DIÁRIO OS PROBLEMAS ENFRENTADOS POR UM SUJEITO QUE ESTÁ DETERMINADO A PARAR DE FUMAR. O LIVRO SE COLOCA NA LINHA DOS LIVROS DE HUMOR. NA MESMA VERTENTE DAS COISAS QUE O VERÍSSIMO ESCREVE. GUARDADAS AS PROPORÇÕES, É CLARO. TERMINEI DE ESCREVÊ-LO NO ANO PASSADO E AGORA ELE SE ENCONTRA EM FASE DE TESTES. ENTREGUEI CÓPIAS PARA DEZ AMIGOS SELECIONADOS E ELES ESTÃO LENDO E ANOTANDO SUAS CRÍTICAS PARA UMA PROVÁVEL SEGUNDA REVISÃO GERAL. ESTOU PROCURANDO QUEM QUEIRA EDITAR. QUERES SER MAIS UM DOS LEITORES-TESTADORES? ALGUÉM AÍ QUER LER? ALGUÉM AÍ QUER EDITAR?
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
PRÓXIMO ATO - QUARTO DIA
Quarto dia de encontro, terceiro encontro matinal com a plenária reunida. Quinze grupos de outros estados e alguns grupos paulistanos - na abertura se falou em 60, mas na prática devem ter cinco ou seis participando efetivamente - reunidos para uma manhã de resoluções e encaminhamentos. Afora duas ou três idéias anotadas, não conseguimos chegar a nenhuma conclusão ou proposta de ação, mobilização, articulação de qualquer espécie. Sintomático. Parece que preferimos reclamar e ter sempre do que reclamar, reclamar da curadoria do encontro, do patrocinador do encontro, resmungar, choramingar, ao invés de buscar objetivamente possíveis soluções para o problema. Simplesmente não conseguimos. Vários colegas expressaram sua avaliação do encontro em São Paulo. Pontos negativos foram levantados e repassados e repassados. Propostas passaram várias vezes pela roda e não criaram eco.quinta-feira, 6 de novembro de 2008
PRÓXIMO ATO - TERCEIRO DIA
Mais um dia de encontro. quarta-feira, 5 de novembro de 2008
PRÓXIMO ATO - SEGUNDO DIA

terça-feira, 4 de novembro de 2008
PRÓXIMO ATO
domingo, 21 de setembro de 2008
DEPÓSITO DE TEATRO FECHA SUAS PORTAS
Como ja deve ser do conhecimento de muita gente o Depósito de Teatro, justamente no ano em que completaria dez anos de atuação e luta renhida pela sua permanência, encerra suas atividades e fecha as portas da sua sede na Rua Câncio Gomes. Com o emblema de "10 anos de resistência e prazer", o grupo investiu todas suas fichas na manutenção de uma sede e na produção de uma obra artística inegavelmente de altíssima qualidade para os padrões locais. Injetou energia, sangue, suor e lágrimas; inventou e reinventou propostas teatrais, intervenções em diversos espaços, performances; atuou efetiva e dignamente na formação de platéia e de novos atores; tendo recebido por tudo isso o seguinte comentário do jornalista e ex-vice-governador do Estado, Antonio Hohlfeldt: “Pode-se dizer que, hoje em dia, o Depósito de Teatro (...) tornou-se o palco mais significativo de nossa atual cena teatral”.*Algumas idéias e ações foram pensadas para denunciar à opinião pública os porquês de tão repentina decisão. A simples razão do silêncio é que o grupo teme represálias. Imaginem um grupo de artistas se cala porque teme represálias do poder público. É quase pior do que a censura.
Em que pese este temor, vários são os acontecimentos que podem ser apontados como causadores da dissolução do grupo e entrega dos prédios aos seus proprietários. Sim, o Depósito de Teatro era inquilino. Não era o proprietário nem do espaço da Benjanim, tampouco do da Câncio. Pode-se começar citando a audácia e pretensão do grupo em vislumbrar a criação de um centro multicultural numa região da cidade absolutamente carente de recursos e horizontes, formada, principalmente, por papeleiros e sub-empregados em geral, na sua maioria com baixíssimo nível de instrução escolar ou analfabetos; sem nenhuma possibilidade de acesso e expressão cultural; uma zona insegura, empobrecida e decadente da cidade. Contrariando todas as regras de mercado e previsões marketeiras, o grupo trocou a Av. Benjamin Constant por um novo endereço onde impera o descaso e o abandono, tanto do poder público quanto dos empresários reclamões da área.
Outros pontos que devem ser apresentados como determinantes neste ato de pendurar as luvas e abandonar o ringue, dizem respeito justamente a dinâmica e o comportamento dos membros da Associação Cultural, que manteve, ao longo destes dez anos, uma atitude bastante relapsa em relação a questões de crucial importância na gerência de um empreendimento cultural. Inaptidão administrartiva; despaixão pela contabilidade; a insuportabilidade do peso asfixiante da burocracia imposta à cultura; inedaquação para gerenciar um empredimento cultural; comportamento relapso diante de questões chave na administração de uma empresa do setor cultural (que é o que somos obrigados a ser); comportamento relapso e pusilânime em relação ao gerenciamento cotidiano e profissional do grupo e do espaço.
Mas, a frente de todos estes motivos, dois se destacaram e decretaram a impossibilidade total de continuidade. Dois principais motivos minaram até a raiz mais profunda a resistência, o prazer e a crença na luta cultural que o grupo sempre manteve: a atitude injusta, arbitrária, imoral e autoritária da Funarte que à revelia de todas as provas apresentadas e desconhecendo o excelente histórico do grupo, penalizou a Associação não só, a devolver a quantia de trinta e quatro mil reais (mais ou menos o mesmo valor de que foram vítima comprovada pela justiça de um roubo praticado por sua produtora), e além disso simplesmente diz que o grupo perdeu o direito a outros 180 mil reais a que a Associação fez jus licitamente em dois outros editais promulgados e definidos pela referida entidade. Mas, sobre isso quero falar mais extensamente outro dia. Hoje quero tratar do outro motivo: a Prefeitura de Porto Alegre, administração José Fogaça.
Artista, intelectual, homem de visão, democrata, ora num partido, ora noutro, José Fogaça recebeu solenemente a diretoria da Associação em seu gabinete de audiências da Prefeitura. Na ocasião o grupo lhe apresentou o Projeto Entorno Solidário, que resumidamente propõe uma série de ações artístico-culturais-profissionalizantes no entorno da sede, em troca de uma verba que seria investida na manutenção do grupo e do espaço. O próprio grupo se encarregou de indicar ao prefeito a fonte desta despesa: o PIEC - PROGRAMA INTEGRADO ENTRADA DA CIDADE, que prevê em seus estatutos que sejam apoiadas financeiramente idéias e projetos de natureza cultural. O dinheiro existe e vem do Banco Mundial. Ou seja não sai um centavo dos cofres municipais e a cidade ainda ganha um centro cultural descentralizado cuja proposta é encarar o "trabalho sujo" que vem sendo feito justamente por ONGs e outros artistas kamikases. Era o negócio da China. O prefeito ficou encantado com o projeto. Ordenou imediatamente que seus assessores tomassem todas as providências cabíveis. Resultado: passados quase um ano e oito meses o projeto continua(?) tramitando pela Prefeitura. Passados uma ano e oito meses o grupo vinha sendo suavemente enrolado pela amabilidade e simpatia da Secretaria Municipal da Cultura que tentava débil e suavemente pressionar a liberação da verba.
Falta de visão do Fogaça? Ele estava mentindo e enganando descaradamente o grupo? Ou foi preguiça e falta de visão dos seus comandados? O dinheiro foi usado para outra coisa? Como vão prestar contas da parte do dinheiro que deveria ser aplicado em projetos da área cultural? Incógnitas não explicadas.
O resultado é que por BURRICE, DESCASO ou MÁ GESTÃO DE VERBA, a cidade de Porto Alegre perdeu a oportunidade de implantar um projeto que poderia ser piloto na área cultural, além de perder um espaço cultural maravilhoso numa área de risco.
LEIA NO PRÓXIMO NÚMERO = OUTROS CAUSADORES DA MORTE DO DEPÓSITO DE TEATRO.
*Jornal do Comércio RS, 05 de agosto de 2005.
Foto: Kiran
Aparecem na foto: Os Três Patetas (Maria Falkembach, Sandra Possani, Roberto Oliveira) e José Fogaça.
SEICHO-NO-IE E O ENCANTO DAS MULHERES

Na mesma época em que comecei a perceber a existência das mulheres e querer me aproximar delas, conheci e comecei a andar com o Hique, ou Rique ou Rife. Nunca entendi direito o nome dele. Um cara metido a maluco, mas bom companheiro de trabalho e um amigo legal que sempre tinha cigarros. A família dele, todinha, era da seicho-no-ie. Acreditavam que o mundo é uma projeção da mente, faziam viagens espirituais pelo espaço e diziam que tudo na vida era habitado pela presença divina e então tudo devia ser amado como se fosse o próprio Deus. Que viagem. Daí que o Rife tinha que amar pedras, latas de lixo, postes de concreto e garrafas de cerveja. Mas disso eu também gostava. De cerveja e das mulheres.
A gente saía juntos. Na Lancheria do Parque. Ia andar de skate no Marinha. Ou então dava longas caminhadas pela cidade procurando qualquer lance legal: uma festa, uma briga, umas minas pra beijar. Ou simplesmente gastava uma grana bebendo cerveja e cachaça em algum boteco bem fudido. Às vezes ele tinha que me carregar pra casa. Às vezes ele é que dava trabalho. Uma noite ele tomou um porre fudido e se apaixonou por um tijolo desses de seis ou oito furos. Levantava o tijolo na mão com reverência e me mostrava como o tijolo era lindo. “Eu te amo tijolo.” E começou a fazer carinho no tijolo. Abriu as calças e tirou o pau pra fora. Alisava o pau e o tijolo. Quando o pau ficou duro enfiou o negócio num dos buracos do tijolo e ficou metendo e cantando um mantra seicho-no-ie. O cara ficou engatado na porra do tijolo. O pau trancou lá dentro. Levei ele no Pronto Socorro com tijolo e tudo. Os caras riram de montão. Quebraram o amado tijolo com um martelo. O pau do Rique tava todo esfolado. Sangrando bastante. Depois dessa façanha passou a amar somente as mulheres e outros buracos mais delicados e receptivos e que também são habitados por Deus.
Nessa época foi que comecei a perceber as mulheres. Admirá-las. Antes eu nem as via. Apenas gostava de bater nelas. De espancá-las pra valer no recreio da escola, ver como choravam, desesperadas. De repente, comecei a vê-las de uma maneira diferente. Ficaram encantadoras, a ponto de me fazer acreditar que mulher é a coisa mais bonita que existe no mundo. Comecei a pensar que sobre elas pesa a responsabilidade por um mundo menos hipócrita. Mas isso já é outro papo. E não falo só por causa do lance da trepada, do prazer, sexo, etc... Falo de encanto mesmo. De beleza, saca? Assim como... o mar, uma palmeira balançando no vento, um bauru do Trianon, um Mercedes conversível... Beleza mesmo. Estética. Design. Cheiro, movimento e tesão. Como a garota que passa agora diante da minha janela. De tarde, solzinho dourado e ela parece um sorvete cremoso rebolando e me derretendo. Esfrego instintivamente o pau. O Caetano cantando alguma coisa na cozinha. Alguma coisa que diz: “o melhor lugar é ser feliz, o melhor é ter amor...”. Amor! Essa é a palavra. Eu, cheio de amor pra receber e ela, sobrando pra me dar. E como sobrava... Eu poderia chupá-la inteira durante dias. Deus habitava ela inteirinha. Eu poderia comê-la de mil e trezentas maneiras diferentes. O olho devorando. Uma cabeça imaginando e a outra sacando todas e crescendo, comichando. Inchando pra valer. E o olho já transbordando. A menina rebolando aquela bundona carnuda. Pensei que era muito fácil amar as mulheres. Sobretudo as lindas. Sobretudo aquela ali, na parada ônibus, na frente da janela do meu quarto. Encostada no muro como um passarinho pousado numa goiabeira. Um lacinho vermelho no cabelo. Aquele solzinho incandescendo de leve a pele dela. Vejo ela de biquini na praia. Vejo ela de calcinhas brancas. Vejo ela peladinha na minha cama. Vejo ela como eu quiser. Me convidando. Vejo Deus habitando a boceta dela e me chamando pra entrar no seu templo sagrado. Ela conversa com Deus e diz pra ele: “Vou dar praquele carinha que ta na janela me olhando. Tenho que dar pra ele. Vou foder ele todinho e chupar bem o pau dele.”
O Caetano calou a boca e eu, pra aliviar a tensão, fui até a cozinha mudar de estação. Outro bobalhão começou a cantar outra merda qualquer. Resolvi atacar. Saí à rua determinado e pude ver o ônibus arrancando. Na parada, caída no chão a fita mimosa vermelha com cheiro de champú barato. Cheiro de flor. Fita mimosa, perfume, cabelo de mulher, flor, mulher. Tudo da mesma família feminina. Coisas que se afinam, que guardam a beleza em si. Todas habitadas por Deus.
Voltei para o meu quarto e me converti imediatamente a seicho-no-ie. Cantei o mantra que tocava no rádio: “eu já não penso em mais nada, só consigo pensar em você...”, enrolei a fitinha mimosa vermelha no meu pau e mandei ver. Bati uma bronha bem devagarinho pensando na garota da parada e em todas as mulheres do mundo.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
AINDA ORANGOTANGOS DUPLAMENTE PREMIADO NO FESTIVAL DE CINEMA DE LIMA

terça-feira, 17 de junho de 2008
UM POUCO DE POLÍTICA
Vocês viram o que está acontecendo no desgoverno Ieda? Loucura. A merda está transbordando. O Palácio e o Palacinho tão com os encanamentos completamente entupidos, a ferrugem tomando conta. O Buzatto vermelho na tv. O vice que quer o cargo. A Ieda que não sabe nada. A Cultura atirada as traças com a Mônica Leal lançando projetos na área. Estão todos loucos. E nós aqui embaixo. Continuo achando que deviam fechar a Secretaria de Estado da Cultura. Se é para ficar inativa, causando despesa orçamentária, melhor fechar. Ou manda de volta pra Educação e voltamos aos tempos do DAC-SEC. Ou bota o Busatto na Cultura. Melhor une a Cultura e o Detran. A Cultura entra com a LIC e o Detran com a grana das multas. segunda-feira, 5 de maio de 2008
UM POUCO DE POLÍTICA
O Governo Federal
Passará a divulgar
Rementidos acidentais.
UM POUCO DE POESIA
OS SEGUNDOS, NÃO OLHEI
PORQUE NÃO ADIANTA MESMO.
ELES VÃO PASSANDO.
UNS ATRÁS DOS OUTROS,
DESCONTANDO O MEU TEMPO.
m.f.
